Por: Patricia Moraes | 16/04/2018

Entrevistado desta edição do Politicando, o deputado estadual o ex-secretário de Desenvolvimento Econômico e Sustentável de Santa Catarina, Carlos Chiodini (PMDB), abriu o jogo.

Disse que a sua pré-candidatura a deputado federal é um projeto ousado que atende não só um desejo pessoal, mas também a necessidade de dar ao Vale do Itapocu representatividade em Brasília.

Também admitiu que a decisão sobre o PMDB ter ou não um candidato a deputado estadual é complexa, porque não depende só dele, porém, disse não acreditar que a sigla e o PP possam ter problemas.

O jaraguaense ainda comentou a disputa interna entre Eduardo Pinho Moreira e Mauro Mariani para indicação do partido à cabeça de chapa na disputa pelo governo do Estado, falou sobre o comício realizado antes da prisão do ex-presidente Lula e defendeu a necessidade do país escolher alguém capaz de unificar as forças nestas eleições de outubro.

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Uma busca por mais de 100 mil votos

 Para Carlos Chiodini (PMDB) uma candidatura à reeleição para Assembleia Legislativa seria mais confortável, de risco menor, porém, o jaraguaense acredita que ocupar uma cadeira na Câmara dos Deputados será um passo importante na sua trajetória e uma conquista para a região, que há 20 anos não tem representante em Brasília.

Eleições no Estado: PMDB vai de Mariani ou Pinho Moreira

Não é segredo para ninguém a proximidade entre Carlos Chiodini e o deputado federal e presidente do PMDB em Santa Catarina, Mauro Mariani. Porém, deixando a preferência de lado, o jaraguaense diz que a primeira etapa da escolha dos candidatos encerrou com o fim do prazo para desincompatibilização.

Sem Udo Döhler na disputa, o xadrez no PMDB está sendo jogado por Mariani e o governador Eduardo Pinho Moreira. Para Chiodini, tanto um quanto outro tem condições de governar Santa Catarina.

Prisão de Lula: “Comício lamentável”

Questionado sobre as cenas que antecederam a prisão do ex-presidente Lula, Chiodini disse que foi lamentável que o ex-presidente tenha conseguido fazer um comício de quase uma hora com transmissão ao vivo nas emissoras de TV e pregando a união das esquerdas.

Para ele, a dúvida nesse pleito é saber quem terá a capacidade para unificar o país em um projeto de desenvolvimento. O jaraguaense cita nomes como o ex-presidente do banco Central, Henrique Meirelles, o empresário Flávio Rocha e o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

O Bolsonaro chegou ao seu próprio teto?

Uma das dúvidas das eleições deste ano é sobre a capacidade do pré-candidato Jair Bolsonaro (PSL) sair do discurso radical e apresentar propostas que possam ser levadas a sério. Os últimos dias não foram fáceis para o deputado federal, denunciado por racismo, e seu filho, também deputado.

Para Chiodini é difícil saber se Bolsonaro chegou ao teto (na última pesquisa Datafolha, ele lidera, sem Lula, com 15% das intenções), e o país deve buscar alguém nesse momento capaz de unir e não de dividir ainda mais.

O mecanismo: partidos tradicionais e a corrupção escancarada

É preciso separar o joio do trigo e o eleitor saberá fazer, acredita o deputado estadual Carlos Chiodini. Na visão do jaraguaense, a Lava Jato não vai afastar o brasileiro da política e sim mostrar a importância da escolha consciente.

Ele também afirma que o PMDB catarinense, por não ter nenhum citado na operação e ter defendido a renúncia da cúpula nacional do partido, não vai sofrer tanto desgaste. “Quem tem experiência, credibilidade e resultado para mostrar merece ser respeitado”.

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