Por: Patricia Moraes | 16/04/2018

Faltando menos de seis meses para as eleições de outubro, os partidos e os pré-candidatos começam a se movimentar com mais ênfase. Pela região, até agora, pelo menos dez nomes são citados na corrida para Assembleia Legislativa e dois à Câmara Federal, número parecido com 2014, quando foram 11 concorrentes para primeira vaga e dois para a segunda.

Já atuam na pré-campanha para deputado estadual Vicente Caropreso (PSDB), que tentará a reeleição, o ex-prefeito de Jaraguá do Sul Dieter Janssen (PP), os ex-prefeitos de Guaramirim Nilson Bylaardt (PMDB) e Evaldo João Junckes (Podemos), o ex-vereador Jair Pedri (PSD), o vereador Marcelindo Gruner (PTB), o ex-vereador de Schroeder Valmor Pianezer (PSD), o ex-secretário de Saúde Jonas Germano Schmidt (DEM), a professora Mari Camara (PT), e o PSB estuda a possibilidade de lançar a delegada de polícia Fedra Konell. Jean Leutprecht (PCdoB) ainda não anunciou se participará da disputa, mas tem sido presença constante nos últimos pleitos.

À Câmara Federal, Carlos Chiodini (PMDB), ex-secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico e duas vezes deputado estadual, e o estreante Leandro Schmöckel (Novo), devem ser os nomes da região nas urnas.

Atualmente com dois deputados na Assembleia Legislativa, ambos tendo ocupado um cargo no primeiro escalão do governo Raimundo Colombo (PSD), o objetivo das lideranças do Vale do Itapocu é pelo menos manter a representatividade no Estado e alcançar uma cadeira no Congresso, o que não acontece há 20 anos. O último deputado federal eleito por Jaraguá do Sul foi Vicente Caropreso, em 1998.

É difícil saber como se comportará o eleitor no pleito de outubro depois de toda sujeira tirada debaixo do tapete pela Lava Jato. A previsão da maior parte dos cientistas políticos é que a quantidade de brancos e nulos tende a aumentar. A descrença com a política e com os políticos é muito grande. Mas é somente através da política e da democracia que a realidade pode ser transformada. Ter representantes na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados é importante na conquista de recursos, na amplificação das demandas regionais e também garante um acompanhamento maior por parte do eleitor. O protesto mais inteligente é fazer uma boa escolha.