Por: Pedro Henrique Leal | 13/01/2018

Nos primeiros 11 meses de 2017, a produção industrial catarinense acumulou uma alta de 4,5% em comparação ao mesmo período em 2016, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira (11). O Estado ficou em terceiro lugar no ranking de desempenho dos estados brasileiros, atrás do Paraná e de Goiás, empatando com o Mato Grosso.

“A notícia é positiva, pois a produção confirma uma performance superior à média nacional da indústria catarinense, que foi destaque em diversos indicadores, entre os quais o do emprego é um dos mais importantes”, avalia o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Glauco José Côrte.

O desempenho nacional demonstrou uma elevação menor, de 1,9% – embora comparando apenas o mês de novembro com o mês de outubro, Santa Catarina tenha ficado abaixo da média nacional: – 0,1% em SC contra 0,2% na média nacional. Comparando com novembro de 2016, o resultado foi mais positivo: 8% em Santa Catarina e 5,2% na média nacional.

Para o vice-presidente da Fiesc para o Vale do Itapocu, Célio Bayer, o resultado demonstra uma lenta recuperação da economia. “Não está um supercrescimento, mas isso deixa claro que a economia voltou aos eixos e se desvinculou da crise política”, diz. Destaque na economia da região, o setor de máquinas, aparelhos e materiais elétricos acumulou queda de 0,3% nos primeiros 11 meses do ano no Estado – mas cresceu 7,6% em comparação com novembro passado.

Os maiores resultados positivos foram em produtos alimentícios (7,3%), metalurgia (25,7%) e confecção de artigos do vestuário e acessórios (5,0%). O destaque negativo fica por conta de produtos de borracha e de material plástico (-4,6%), mas o setor já dá sinais de recuperação. Segundo Bayer, a diversidade econômica da região trouxe benefícios. “Em nossa região, a retomada tem mostrado sinais expressivos em alguns setores mais forte do que em outros. São os benefícios de uma matriz econômica diversificada”, explicou.

O presidente da Acijs, Giuliano Donini ressalta que o crescimento se deu primariamente com exportações, e não com o mercado interno – o que não deixa de ser positivo. “É positivo pois movimenta toda uma cadeia de fornecedores, e isso certamente traz um incremento para a economia regional”, explica. Em seu ver, os dados indicam a entrada em um ciclo virtuoso de retroalimentação da economia, possivelmente encerrando o período de recessão do país.

 

Variação da atividade industrial em Santa Catarina

Acumulado entre janeiro e novembro de 2017 contra 2016

 

Metalurgia: +25,7%

Produtos de borracha e de material plástico: -4,6%

Produtos de metal: -2,0%

Produtos de minerais não-metálicos: -1,0%

Máquinas, aparelhos e materiais elétricos: – 0,3%

Produtos têxteis: +1,0%

Produtos de madeira: +1,2%

Celulose, papel e produtos de papel: +4,1%

Indústria geral: +4,5%

Máquinas e equipamentos: +4,6%

Artigos do vestuário e acessórios: +5,0%

Produtos alimentícios: + 7,3%

Veículos automotores, reboques e carrocerias: + 11,0%

(Fonte: IBGE)

Variação da atividade industrial (Fonte: IBGE)

Acumulado Janeiro – Novembro 2017/Acumulado Janeiro-Novembro 2016

Metalurgia -+25,7%

Produtos de borracha e de material plástico – -4,6%

Produtos de metal – -2,0%

Produtos de minerais não-metálicos – -1,0%

Máquinas, aparelhos e materiais elétricos – – 0,3%

Produtos têxteis – +1,0%

Produtos de madeira – +1,2%

Celulose, papel e produtos de papel – +4,1%

Indústria geral – +4,5%

Máquinas e equipamentos – +4,6%

Artigos do vestuário e acessórios – +5,0%

Produtos alimentícios -+ 7,3%

Veículos automotores, reboques e carrocerias – + 11,0%

 Comparação somente o mês de Novembro 2016/Novembro 2017

Metalurgia – +25,5%

Produtos de borracha e de material plástico -+ 6,6%

Produtos de metal – +8,9%

Produtos de minerais não-metálicos – + 2,9%

Máquinas, aparelhos e materiais elétricos – + 7,6%

Produtos têxteis – +3,5%

Produtos de madeira – +7,3%

Celulose, papel e produtos de papel – +12,3%

Indústria geral – +8,0%

Máquinas e equipamentos – + 17,3%

Artigos do vestuário e acessórios – – 0,2%

Produtos alimentícios – + 10,5%

Veículos automotores, reboques e carrocerias – +11,6%