Por: Adrieli Evarini | 11/01/2018

A população estimada de Jaraguá do Sul em 2017 beirava os 180 mil habitantes, mas as projeções para o aumento populacional de uma ci­dade industrial e com uma qualidade de vida é sempre crescente. Essa demanda impacta diretamente em serviços bási­cos, como a distribuição de água. Pen­sando na manutenção do abastecimento, o Samae (Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto) garantiu, com uma obra de R$ 39 milhões, o aumento da capacidade de produção de água tratada para 1.000 litros por segundo.

De acordo com o presidente Ademir Izidoro, a estrutura traz segurança para a cidade e tranquilidade para a população. “Se essa obra não existisse, até o final de 2018 faltaria água em Jaraguá do Sul”, enfatiza. Izidoro se refere à nova ETA (Estação de Tratamento de Água) Central, iniciada há cerca de dois anos e que está prestes a entrar em fase de pré-operação. Atualmente, com as três estações que compõe a atual ETA Central operando a pleno vapor, a produção é de 375 litros por segundo.

Com 95% da obra concluída, a fase de testes deve ser iniciada em março. A data para a inauguração oficial ainda não foi definida, mas as duas opções foram escolhidas a dedo. No dia 28 de maio, o Samae completa 50 anos e a data simbólica pode marcar também a inauguração da maior obra pública da história de Jaraguá do Sul. A outra opção é em 5 de junho, data em que se come­mora o Dia Mundial do Meio Ambiente.

A ETA Central é responsável pelo abastecimento de água de 70% da população jaraguaense e, conforme explica o presidente, além da segurança para a cidade com uma estação que é capaz de produzir quase o triplo de água do que é produzido atualmente, a nova ETA representará economia para a autarquia. “A tecnologia utilizada na nova estação irá melhorar tanto o desempenho como também será responsável pela diminui­ção de custos”, explica.

Entre os pontos que devem contri­buir para a economia com a nova ETA está a utilização de menor quantidade de produtos químicos, levando em con­sideração que a tecnologia implantada reduz a necessidade de aplicação desses produtos para a purificação da água cap­tada. Os custos de manutenção também devem ser reduzidos consideravelmente.

Ainda de acordo com Izidoro, a obra foi projetada para ter capacidade de uso sem a necessidade de ampliação para os próximos 30 anos, projetando o au­mento da população jaraguaense. “É um projeto para trinta anos, pensando na segurança e na demanda futura con­siderando o aumento populacional que deve ocorrer”, ressalta.

A estrutura quase 3 mil m² está em fase de acabamento. Um dos projetos de sustentabilidade futuros da autarquia tem ligação com esta obra. A cobertu­ra da ETA será instalada já preparada para receber placas fotovoltaicas. “A co­bertura estará preparada para receber as placas, mas esse é um projeto que trataremos no futuro. Precisamos dar um tempo depois de uma obra deste tamanho”, conta Izidoro.

A fase de testes que deve durar três meses é de extrema importância, sa­lienta o coordenador de planejamento e projetos do Samae, Roberto Pacheco. É neste momento que toda a operação será revisada. “Começamos a operar e ver a parte de funcionamento. É todo um teste que é realizado de funcionamento geral da ETA”, complementa.

Com a inauguração da estação, toda a estrutura do Samae será reformulada e deve contar, inclusive, com a desativação das atuais estações e a implantação de um museu da água na sede da autarquia, localizada no bairro Água Verde.

Samae projeta ações de conscientização

O novo ano trouxe também inúme­ras propostas e projetos para o Samae (Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto). Segundo o presidente, Ademir Izidoro, além da inauguração e início das operações da nova ETA Central, outros projetos foram e estão sendo pensados para otimizar o trabalho tanto admi­nistrativo, quanto melhorar ainda mais os serviços prestados pela autarquia, pensando também em conscientização e preservação. “Me sinto muito feliz por inúmeros fatores e ações que estamos conseguindo implantar e as que iremos implantar”, comemora. Entre os fatores citados por ele, estão planejamento, pla­no de gestão e implantação de projetos junto a escolas municipais, entre outros.

Um dos projetos destacados por Izi­doro será realizado em parceria com o Ministério Público e Prefeitura Munici­pal e prevê ações para a preservação do Rio Itapocu. “Não adianta termos uma estação grande, com tecnologia e bonita se daqui a quinze anos não tivermos mais água no rio. Esse é o futuro, cuidar do nosso rio”, salienta.